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Entrevista que realizamos para a Revista Guia da Farmácia sobre o Pequeno Varejista.
Entrevistado: Marcelo Cristian
Jornalista Ligia Favoretto - Guia da Farmácia
1) Como o senhor analisa a situação das farmácias independentes hoje no Brasil? Alguns proprietários de farmácia, ainda não entenderam que estamos em um momento de grande profissionalização do setor e sem espaço para o amadorismo. Não existe espaço para falta de seriedade com que alguns empresários ainda brincam de ter farmácia. As farmácias independentes necessitam urgente de reestruturação de seus processos e serviços para se adaptar as mudanças.
2) Quais as práticas desse varejo?
Farmácias conceituadas no mercado;
· Profissionais competentes em temas relevantes de atendimento a cliente (mas, totalmente amadores na gestão)
· Prestadora de serviços e reconhecido pelo cliente, por exemplo, o cliente compra um injetável em uma rede e vai até o peq. Varejo para aplicar...
3) Quais as conquistas e o quais as limitações? Novas exigências surgem diante das mudanças que o mercado sofreu ( ausência da inflação, lei do genérico, criação da ANVISA, Novos players como os Supermercados, Queda da informalidade, novas leis)
· Conhecimento tributário;
· Conhecimento de MKT, para causar a diferenciação no varejo
· Gestão das contas para brigar com o preço (guerra de desconto)
· Conhecimento em RH (alta exigência de conhecimentos técnicos,)
· Preparo das lojas
· Informatização
· Equipe
· Layout
Ex. dessas mudanças
Uma dessas mudanças está relacionada as operações. Comprar já não era tão simples assim. Seria necessário uma avaliação de quem estava comprando e em quais condições e de onde viria esta mercadoria. Com a guerra fiscal entre os estados as farmácias e drogarias necessitam cada vez mais de melhorar as operações de compras.
Com isso, as indústrias que antes deixava todo o processo para as distribuidoras e apenas ficava com a fabricação agora vai até o PDV colocando suas equipes para realizar a promoção e a venda de seus produtos. O PDV que antes era apenas o comprador de medicamentos passa a ser visto como Revendedor, um modelo semelhante ao que aconteceu com o ramo supermercadista.
4) O que é preciso fazer para que esses varejistas prosperem e não desapareçam do mercado? A primeira coisa é que cada varejista se encontre. Isso é, defina o que quer? È desconto? É serviço? É preço? Vai crescer? Tem metas? Serão profissionalizados Farmácias que não se acham perdem-se muito nas estratégias. Ficam mudando de cara, de roupa, e nisso perdem a identidade e nessa perda, destroem o que constroem junto ao cliente
5) O senhor acredita que esses varejistas podem mesmo 'sumir'do mercado? Não acretido! Até porque existe espaço para eles. Os grandes varejistas não conseguem e nunca conseguirão atender de acordo com o pequeno. Só que precisa definir o formato de negócio!
6) Como eles se comportam diante da concorrência? Perdidos, sem estratégia, algumas vezes temerosos e não se valorizando, outras vezes, sendo imprudentes"
7) Falta profissionalização? Muito, principalmente nas áreas de gestão: Financeira, pois na inflação não seria necessário o controle Estratégica, pois nunca foi exigido responder a pergunta: Para onde vamos Tributária, pois hoje faz se necessário esse conhecimento para o melhor gestão junto aos impostos pagos e aos benefícios que cada regime dispoe
8) O crescimento das grandes redes 'atrapalha' o desenvolvimento do pequeno varejo? Com certeza!
9) Hoje as vendas das farmácias em geral estão mais voltadas para não medicamentos, o pequeno varejo tende a seguir os mesmos rumos das grandes? Não tenho ferramentas hoje para medir isso. Mas, a tendência da farma´cia ser mais bonita e vender mais perfumaria é geral. No entanto, medicamentos é o grande forte dos pequenos varejistas.
10) Por se tratar de um segmento com diversas restrições impostas pela Anvisa, os pequenos varejistas encontram ainda mais dificuldades ou estão aptos para atender a isso? As restrições prejudicam e muito o pequeno varejo, mas acredito que em alguns casos as Redes sofrem mais. Ou, é o que parece até porque as Redes possuem mecanismos para Brigar, diferente dos pequenos que tem que pagar. No entanto, a fiscalização ainda é insuficiente, se aumentasse o pequeno sofreria muito;
11) É saudável paa o varejo como um todo a grande diferença concorrencial que existe entre os pequenas farmácias e grandes redes? Quem ganha é o cliente! Mas, também sabemos que muitos varejistas cresceram com as Redes, pois foram atrás do tempo perdido e se profissionalizaram!
12) Por que o varejo ainda tem a prática dos descontos como principal atrativo? Porque não tem mais nada a oferecer
Preço é importante mas não é o principal fator que leva um consumidor ou empresa a se decidir por um fornecedor, parceiro ou loja. Preço é um dos 4 itens básicos do marketing e ponto final. Tem que andar lado a lado com os outros itens, com o mesmo peso e importância. No entanto, existem farmácias caído aos pedaços, sem estrutura alguma, sem projeto, sem diferencial e anunciando preço baixo.
Alguns varejistas imaginam que a Rede só oferece preço, mas é uma inverdade, eles possuem imagem de preço e aí mora o diferencial. descontos não lineares Categorias selecionadas para o desconto, MKT de fidelização, Lojas bonitas, Serviço diferenciado e claro -preço
13) Hoje, preço não é mais o grande diferencial. O pequeno varejo está apto para oferecer outras propostas ao consumirdor? As que se decidiram e possui um sistema de gestão capaz de sugerir o caminho a seguir sim. Mas notemos que preço sempre é importante na categoria de itens oferecidos! Mas existem como voce disse outras propostas atendimento diferenciado:
investimento em MKT atuante em áreas que o concorrente não vai
o Entregas o Serviços nas áreas de perfumaria o Convênios locais o Atendimento personalizado
14) A Anvisa quer que as farmácias se tranformem em estabelecimentos de saúde e não em centros comercias. O pequeno varejo segue esse raciocínio? Não posso afirmar q segue, pois como disse falta estratégia, mas exerce algo mais parecido com o que a ANVISA pretende (serviços farmacêuticos)
15) Por que as grandes redes crescem tanto? O senhor acha que teremos algum modelo parecido com a Walgreens ou CVS no Brasil? Quem mais se aproveitou desta situação de informalidade e ausência de profissionalismo foram as grandes redes que com um sistema profissional de Gestão se fortificou neste formato de negócio. O Controle de estoque, as compras profissionais, as análises para as decisões e as grandes negociações com laboratórios e distribuidoras fizeram com que estas Redes crescessem de forma vertiginosa. A análise de crescimento não mais se baseou no faturamento, isto é, a farmácia que vendia muito estava tendo lucro, muito pelo contrário. Houve a necessidade de analisar os resultados com outros indicadores, um deles a rentabilidade das operações. Discernir exatamente o MIX de produto de acordo com a margem de contribuição deixada e aliar com a imagem do cliente na percepção do preço
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